Uma moradora de Santa Bárbara d’Oeste, de 49 anos, foi vítima do chamado golpe do falso advogado e registrou um boletim de ocorrência por estelionato após realizar uma transferência bancária acreditando estar seguindo orientações de sua representante legal. O caso aconteceu na tarde de segunda-feira (6) e será investigado pela Polícia Civil.
De acordo com o registro policial, a vítima, que trabalha como tecelã, possui uma ação judicial contra uma empresa funerária do município, na qual solicita indenização por danos morais. Aproveitando-se dessa informação, criminosos entraram em contato por meio do WhatsApp, utilizando um número que aparentava ser de sua advogada.
Durante a conversa, a falsa advogada informou que, para dar continuidade ao processo e liberar um suposto valor referente à ação judicial, seria necessário realizar uma transferência via Pix para uma conta bancária. O dinheiro, segundo os golpistas, seria devolvido posteriormente como parte da tramitação do processo.
Acreditando na veracidade das informações, a mulher efetuou a transferência conforme solicitado. No entanto, logo após a operação, não conseguiu mais contato nem com o número que havia enviado as instruções nem com sua advogada verdadeira, percebendo que havia sido vítima de um golpe. O valor transferido não foi divulgado.
Conversas e comprovantes foram entregues à Polícia
A vítima informou à Polícia Civil que possui capturas de tela das conversas realizadas pelo WhatsApp e os comprovantes da transferência bancária, documentos que deverão auxiliar nas investigações para tentar identificar os responsáveis pela fraude.
Golpe tem feito novas vítimas
O golpe do falso advogado tem se tornado cada vez mais frequente em diversas cidades do país. Criminosos costumam obter informações sobre processos judiciais em andamento, utilizam nomes e fotos de advogados reais e entram em contato com clientes alegando que há valores a serem liberados ou etapas processuais que exigem depósitos ou transferências.
Especialistas e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) orientam que advogados não solicitam pagamentos por mensagens para liberar valores de ações judiciais. Sempre que houver qualquer pedido envolvendo transferências, Pix ou dados bancários, a recomendação é interromper a conversa e entrar em contato diretamente com o escritório de advocacia pelos canais oficiais antes de realizar qualquer operação financeira.
A Polícia Civil segue investigando o caso e reforça o alerta para que a população redobre a atenção diante desse tipo de fraude, que vem causando prejuízos financeiros a vítimas em todo o país.











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