Um mecânico de 35 anos foi preso em flagrante na noite de segunda-feira (27) por violência doméstica, após ofender e ameaçar atear fogo na própria companheira, uma cozinheira de 36 anos, no bairro São Fernando, em Santa Bárbara d’Oeste.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima acionou a Guarda Civil Municipal (GCM) por meio do CICOM por volta das 21h22, informando que estava sendo ameaçada dentro de casa. Poucos minutos depois, a equipe chegou ao endereço e encontrou a mulher em prantos do lado de fora da residência, enquanto o suspeito apresentava comportamento agressivo.
Discussão começou após retorno do suspeito
Em depoimento, a vítima relatou que o companheiro havia passado alguns dias fora de casa e retornou por volta das 21h, aparentemente alterado e cantando em voz alta.
O comportamento chamou a atenção do pai do suspeito, que mora nas proximidades e foi até o imóvel para verificar o que acontecia. Os dois iniciaram uma discussão.
Após o desentendimento com o pai, o homem passou a direcionar as agressões verbais à companheira, chamando-a de “vagabunda”, “biscate” e “lixo”, tudo na presença dos filhos do casal.
Ameaça de atear fogo
Ainda segundo o relato da vítima, durante a discussão o suspeito afirmou que a “mandaria para junto do pai dela”, que já é falecido.
Ao questionar se aquilo representava uma ameaça, a mulher ouviu do companheiro que ele atearia fogo nela, intensificando o temor pela própria integridade física.
Prisão em flagrante
Diante da gravidade da situação, os guardas municipais deram voz de prisão ao suspeito e o encaminharam ao Plantão Policial.
O homem apresentava escoriações no rosto e afirmou aos agentes que os ferimentos seriam resultado da briga com o próprio pai e de conflitos anteriores com moradores da região.
Suspeito já responde por outro caso de violência doméstica
Na delegacia, o mecânico foi autuado por ameaça no contexto de violência doméstica e permaneceu preso à disposição da Justiça.
De acordo com a autoridade policial, ele já responde a outro processo por violência doméstica instaurado em 2025, além de existir pedido de medidas protetivas de urgência em favor da vítima.
O delegado responsável pelo caso destacou a necessidade da manutenção da prisão preventiva para preservar a ordem pública e reduzir os riscos à integridade física e à vida da mulher.











Deixe o Seu Comentário