Lanchonetes, bares, restaurantes e outros estabelecimentos que comercializam alimentos em Americana e Santa Bárbara d’Oeste terão que se adaptar a uma nova regra sanitária que passa a valer em todo o estado de São Paulo.
A partir deste domingo (4), não será mais permitida a disponibilização de molhos e condimentos em bisnagas ou outros recipientes de uso coletivo e reutilizável. A medida também atinge estabelecimentos de outras cidades paulistas.
A determinação foi estabelecida pelo Centro de Vigilância Sanitária (CVS), órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por meio da Portaria CVS nº 3/2026, publicada no Diário Oficial do Estado em 6 de julho.
O que muda nas lanchonetes
Com a nova regra, produtos como ketchup, mostarda, maionese, barbecue e outros molhos utilizados em sanduíches, salgados e alimentos semelhantes deverão ser oferecidos em embalagens individuais e de uso único.
Na prática, as tradicionais bisnagas e frascos compartilhados, que costumam ficar disponíveis nas mesas ou balcões de lanchonetes, não poderão mais ser utilizados para esse fim.
A mudança vale para estabelecimentos de todo o estado e, portanto, também deverá ser observada por comércios de Americana e Santa Bárbara d’Oeste.
Segundo a Vigilância Sanitária, a medida busca aumentar a segurança dos alimentos e reduzir riscos de contaminação relacionados ao manuseio de recipientes compartilhados por diferentes consumidores.
Estabelecimentos tiveram prazo para adaptação
A Portaria CVS nº 3/2026 foi publicada em julho e estabeleceu um prazo de 90 dias para que os estabelecimentos se adequassem às novas exigências.
Com o fim desse período, os comerciantes deverão substituir os recipientes coletivos por embalagens individuais descartáveis para disponibilizar os condimentos aos clientes.
Setor pede ampliação do prazo
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em São Paulo (Abrasel SP) informou à CNN Brasil que solicitou à Vigilância Sanitária a ampliação do prazo para que os estabelecimentos possam realizar as adaptações.
A entidade também pediu a criação de um grupo de trabalho para discutir a implementação das novas regras e acompanhar a adaptação do setor.
Até a publicação da reportagem, a associação aguardava uma resposta do órgão sanitário.
Mudança pode aumentar custos
A substituição das bisnagas por sachês também pode representar aumento nos custos para estabelecimentos que utilizam grandes quantidades de molhos.
Segundo levantamento apresentado pela CNN Brasil, um galão de 3,6 quilos de ketchup pode custar cerca de R$ 48. Já uma caixa com 144 sachês de 7 gramas, que totaliza aproximadamente 1 quilo do produto, pode custar cerca de R$ 28.
Nesse exemplo, o quilo do ketchup em sachês chega a aproximadamente R$ 27,78, enquanto o valor equivalente do produto comprado em galão fica em torno de R$ 13,33.
A diferença pode impactar principalmente estabelecimentos que utilizam grandes volumes de condimentos diariamente.
Outras regras sanitárias continuam valendo
Além da nova exigência relacionada aos recipientes coletivos, os estabelecimentos também precisam cumprir as regras sanitárias já existentes para armazenamento e identificação de alimentos.
Desde 2004, uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que produtos abertos ou fracionados sejam identificados com informações como nome, data de fracionamento ou abertura e prazo de validade após a abertura.
O descumprimento das normas sanitárias pode resultar em medidas como advertência, multa e até interdição do estabelecimento, conforme a legislação aplicável.
Para consumidores de Americana e Santa Bárbara d’Oeste, a mudança poderá ser percebida principalmente em lanchonetes, bares e restaurantes que tradicionalmente deixam bisnagas de ketchup, maionese e mostarda à disposição nas mesas ou balcões.
A partir de 4 de outubro, esses produtos deverão ser disponibilizados de acordo com as novas exigências estabelecidas pela Vigilância Sanitária estadual.










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