A Guarda Municipal de Americana (Gama) está reforçando a orientação à população sobre sinais silenciosos utilizados por mulheres vítimas de violência doméstica para pedir ajuda de forma discreta. A iniciativa busca conscientizar moradores sobre códigos que podem indicar situações de risco e incentivar o acionamento rápido das autoridades.
Segundo a inspetora Jéssica Pollyane Neves Paulo Archanjo, responsável pela Inspetoria de Defesa da Mulher e Ações Sociais (IDMAS), muitas vítimas enfrentam dificuldades para denunciar diretamente os agressores devido ao medo, ameaças ou vigilância constante dentro de casa.
Entre os sinais mais conhecidos está o “Signal for Help”, criado pela Canadian Women’s Foundation durante a pandemia e adotado internacionalmente como pedido silencioso de socorro. O gesto é feito com a palma da mão aberta, dobrando o polegar para dentro e fechando os demais dedos sobre ele, formando um punho.
Outro símbolo difundido no Brasil é o “X” vermelho desenhado na palma da mão com batom, caneta ou qualquer outro material disponível, utilizado para indicar que a mulher está em situação de violência ou perigo.
A Gama também alertou sobre pedidos codificados feitos por telefone em casos extremos, como situações de cárcere privado. Entre os exemplos citados estão ligações para o número 153 solicitando um Pix ou até pedidos de pizza, utilizados por vítimas como forma indireta de pedir ajuda sem despertar suspeitas do agressor.
A orientação da Guarda Municipal é para que, ao identificar um desses sinais, as pessoas evitem confrontar diretamente o possível agressor. Sempre que possível, a vítima deve ser afastada para um local seguro e acolhedor, longe da presença do suspeito, para que possa receber apoio e informar dados importantes às autoridades.
Após garantir a segurança da mulher, a recomendação é acionar imediatamente a Guarda Municipal pelo telefone 153 para atendimento da ocorrência e encaminhamento adequado do caso.
A iniciativa integra as ações de conscientização e proteção às mulheres desenvolvidas pela Gama, reforçando a importância da participação da população no combate à violência doméstica.











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