Um eletricista de 46 anos procurou o Plantão Policial de Santa Bárbara d’Oeste, neste sábado (1º), para denunciar um golpe que lhe causou um prejuízo de R$ 25.846,12. Durante cerca de dois anos, ele realizou diversas transferências via PIX para um homem que se apresentava como advogado e prometia reverter judicialmente a suspensão do auxílio-doença de sua esposa, de 44 anos, diagnosticada com câncer de mama.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher recebia o benefício previdenciário, mas teve o pagamento suspenso em 2021. Em 2024, o eletricista recebeu a indicação de uma conhecida sobre um suposto advogado da cidade de Nipoã (SP), que poderia atuar no caso.
Após entrar em contato por telefone, o homem foi atendido por uma pessoa que se identificou como “Tiago”. Depois de receber informações sobre o processo, a esposa da vítima assinou uma procuração para que o suposto profissional desse andamento à ação judicial.
Cobranças constantes e pagamentos via PIX
Ao longo de 2024 e 2025, o falso advogado passou a solicitar diversos pagamentos, alegando que os valores eram destinados a despesas processuais, como diligências, cópias reprográficas e outros custos relacionados ao andamento da ação.
Confiando na suposta prestação de serviços, o eletricista realizou diversas transferências via PIX, que somaram R$ 25.846,12.
Durante esse período, a vítima mantinha contato frequente com o homem para obter informações sobre o andamento do processo e sobre perícias médicas.
Em uma das conversas, o suspeito afirmou que o processo havia sido encerrado, mas que seria necessário recorrer à instância superior, em Brasília, informando que novos custos deveriam ser pagos, além dos honorários iniciais fixados em cinco salários mínimos.
Diante da cobrança adicional, o casal decidiu não dar continuidade ao suposto processo.
Nova cobrança antes da descoberta da fraude
A última conversa entre as partes ocorreu em 24 de julho de 2026. Na ocasião, o homem que se passava por advogado informou que, mesmo sem prosseguir com o caso, a vítima ainda precisaria quitar o restante do valor combinado, cobrando R$ 3.373,00.
Ainda conforme o registro policial, em 2025 a mesma pessoa que havia indicado o suposto advogado alertou o eletricista para que não realizasse mais pagamentos, afirmando que ele estaria “fazendo coisa errada”.
Além disso, o falso profissional chegou a informar datas de perícias e audiências, mas nenhum desses compromissos realmente aconteceu.
Documentos e processos eram falsos
Desconfiado da situação, o eletricista procurou orientação de um advogado verdadeiro, quando descobriu que “Tiago” não possui registro profissional na advocacia.
Também foi constatado que toda a documentação apresentada, incluindo números de processos e demais registros utilizados para convencer a vítima, era falsa.
No boletim de ocorrência foram anexadas cópias das supostas movimentações processuais, além dos comprovantes das transferências bancárias realizadas ao estelionatário.
Polícia investiga
O caso foi registrado como estelionato e será investigado pela Polícia Civil, que busca identificar o autor do golpe e apurar todas as circunstâncias da fraude. As autoridades orientam que pessoas que contratam serviços advocatícios sempre verifiquem a inscrição do profissional na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) antes de realizar qualquer pagamento.











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