Um comerciante de 40 anos, proprietário de uma sorveteria no bairro Jaguari, em Americana, registrou um boletim de ocorrência após ser vítima de um golpe virtual que resultou em prejuízo superior a R$ 15,5 mil. O caso foi comunicado à Polícia Civil na quinta-feira (11) e será investigado como estelionato eletrônico.
De acordo com o relato da vítima, o golpe aconteceu na tarde de terça-feira (9), enquanto ele trabalhava em seu estabelecimento, localizado na Rua Jair Amorim. O comerciante recebeu uma ligação de uma pessoa que se apresentou como funcionário da empresa responsável pela máquina de cartões utilizada no local.
Durante a conversa, o suposto atendente informou que seria necessária uma atualização no sistema para reduzir as taxas cobradas sobre as vendas realizadas pela sorveteria. Convencido de que se tratava de um procedimento legítimo, o empresário seguiu as orientações recebidas e acessou um link enviado pelo golpista.
Pouco depois, o celular da vítima apresentou falhas e ficou com a tela escura, embora ainda exibisse elementos visuais relacionados à empresa de pagamentos. Aproveitando a situação, o criminoso solicitou dados pessoais e confirmações de segurança, incluindo validações por biometria digital.
Após recuperar o acesso ao aparelho, o comerciante percebeu que havia sido alvo de movimentações financeiras não autorizadas. Segundo o boletim de ocorrência, os criminosos realizaram uma transferência via PIX no valor de R$ 750 e efetuaram uma compra no cartão de crédito da vítima no montante de R$ 14.825.
O prejuízo total chegou a R$ 15.575.
Assim que identificou a fraude, o empresário entrou em contato com a administradora do cartão para contestar a compra e providenciou a troca das senhas de suas contas bancárias e serviços financeiros.
A ocorrência foi registrada no 2º Distrito Policial de Americana e será investigada pela Polícia Civil. Os agentes orientaram a vítima a fornecer informações que possam auxiliar na identificação dos responsáveis, como números telefônicos utilizados no contato, comprovantes das transações e registros de mensagens.
O caso foi enquadrado como estelionato praticado por meio eletrônico, modalidade criminosa que tem registrado crescimento em todo o país e que prevê penas mais severas quando a fraude é realizada por telefone, aplicativos de mensagens, redes sociais ou outros meios digitais.
As autoridades reforçam o alerta para que comerciantes e consumidores desconfiem de contatos que solicitem acesso remoto a aparelhos, cliques em links desconhecidos ou confirmações de dados bancários, mesmo quando os criminosos utilizam o nome de empresas conhecidas.











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