Após quase sete meses de buscas e incertezas, a família do eletricista Alex Rodrigo do Nascimento, de 42 anos, morador de Santa Bárbara d’Oeste, recebeu a confirmação de que o corpo encontrado em abril deste ano, em Araras, pertence a ele. A identificação foi realizada por meio de exame da arcada dentária, e o resultado foi comunicado aos familiares na segunda-feira (14).
Alex estava desaparecido desde o dia 21 de fevereiro, quando deixou o Hospital São Leopoldo Mandic, em Araras, onde estava internado para tratamento de depressão.
Segundo informações repassadas pela família, a causa da morte ainda está sendo investigada. Um inquérito policial foi instaurado para esclarecer as circunstâncias do caso.
Corpo foi encontrado às margens da Rodovia Anhanguera
O corpo de Alex foi localizado no dia 25 de abril, pouco mais de dois meses após o desaparecimento, em uma área de mata às margens da Rodovia Anhanguera (SP-330), em Araras.
Devido ao avançado estado de decomposição, não foi possível realizar a identificação na ocasião. Conforme informações da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), um usuário da rodovia comunicou a um operador de guincho sobre a presença de um corpo na altura do km 165.
A Polícia Militar Rodoviária, a Polícia Militar e equipes de perícia foram acionadas para atender à ocorrência.
A confirmação da identidade ocorreu após exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML).
Família questiona assistência do hospital
Após a confirmação da morte, familiares também fizeram críticas à assistência recebida do Hospital São Leopoldo Mandic durante o período de desaparecimento.
De acordo com uma familiar, a instituição não teria oferecido apoio efetivo à família, limitando-se, segundo ela, a manifestações de solidariedade.
Procurado pela reportagem, o hospital afirmou que Alex “evadiu-se” da unidade no dia 21 de fevereiro. A instituição declarou que, após constatar a saída, acionou protocolos internos, realizou buscas nas áreas internas e externas e comunicou as autoridades policiais.
O hospital também afirmou ter prestado “pronta informação e suporte de caráter humanitário aos familiares”.
Em nota, a instituição informou ainda que a internação ocorreu conforme a legislação e as diretrizes do Conselho Federal de Medicina, em um modelo de atenção psicossocial “sem caráter custodial ou restritivo de liberdade”. O hospital declarou que continua colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.
Investigação continua
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a vítima foi identificada após exames realizados pelo IML. O caso é investigado pela Polícia Civil de Araras, por meio de inquérito policial.
As diligências continuam para esclarecer a causa da morte e as circunstâncias do desaparecimento e da localização do corpo.











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