Um policial militar da ativa, de Sumaré, está sendo investigado pela Polícia Civil após ser acusado de ameaçar de morte o atual namorado da ex-esposa, em Santa Bárbara d’Oeste. O caso foi registrado no Plantão Policial do município e envolve denúncias de perseguição e intimidações.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima é um programador de 46 anos, que mantém um relacionamento com uma comerciante de 40 anos, ex-esposa do policial. O casal estaria junto há cerca de nove meses. Conforme relatado à polícia, o militar estaria separado da mulher há aproximadamente um ano, mas não aceitava o fim do relacionamento e o novo namoro da ex-companheira.
A ameaça mais recente teria ocorrido no último sábado (25), por volta das 17h50, em um comércio localizado no Jardim Santa Luzia, onde funciona o estabelecimento da ex-esposa do PM. De acordo com o registro, o atual namorado aguardava dentro da loja quando o policial teria aparecido do lado de fora e, ao vê-lo pela vitrine, passou a fazer ofensas e ameaças.
Ainda segundo o relato da ocorrência, o policial teria desafiado a vítima a sair do estabelecimento e afirmado que, caso fosse registrado um boletim de ocorrência contra ele, daria um tiro no homem. A comerciante informou à polícia que já havia registrado anteriormente uma ocorrência por perseguição contra o ex-marido.
O boletim também aponta um episódio anterior, ocorrido em 23 de maio, quando o programador estaria em um veículo estacionado em frente ao comércio. Na ocasião, segundo a denúncia, o policial teria se aproximado, sacado uma pistola e feito novas ameaças contra a vítima.
Diante da sequência de episódios relatados, o casal decidiu formalizar a denúncia. O caso foi registrado como ameaça, conforme o artigo 147 do Código Penal. A vítima foi orientada sobre o prazo legal para apresentar representação criminal contra o investigado.
A ocorrência também poderá ser encaminhada à Corregedoria da Polícia Militar para análise da conduta disciplinar do agente. A investigação deve apurar as circunstâncias e responsabilidades relacionadas às denúncias.
O policial militar não teve a identidade divulgada. A defesa do investigado não havia se manifestado até a publicação das informações.











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