A Justiça determinou a soltura de dois homens que eram investigados pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida durante um salto de rope jump realizado sem a corda de segurança na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). A decisão foi proferida pela juíza Marcella Caliani, da 2ª Vara Criminal de Limeira, após pedidos da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo pela revogação das prisões temporárias.
Os investigados, João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, e Gabriel Barros Martins, de 30 anos, haviam sido presos no dia 20 de junho, cerca de uma semana após a tragédia. No entanto, ao concluir parte das investigações, a Polícia Civil informou não ter reunido provas suficientes para indiciá-los pelos fatos que motivaram as prisões.
Investigação não encontrou provas suficientes
João Antonio era suspeito de ter retirado ou ocultado a câmera acoplada ao braço da vítima, equipamento que poderia ajudar a esclarecer a dinâmica do acidente. Entretanto, segundo a investigação, não foram encontrados elementos que comprovassem sua participação nessa suposta conduta.
Já Gabriel Barros Martins era apontado como integrante eventual da equipe responsável pela operação do salto. A Polícia Civil concluiu que ele não tinha condições de visualizar a ausência da corda de segurança no momento em que Maria Eduarda saltou, já que atuava na etapa conhecida como “debreagem”, quando a corda passa a sustentar o praticante após a queda livre.
Na decisão, a magistrada destacou que, diante da manifestação da autoridade policial e do parecer favorável do Ministério Público, deixaram de existir os fundamentos que justificavam a manutenção da prisão cautelar.
Quatro pessoas foram denunciadas
Apesar da soltura dos dois investigados, o caso continua tendo desdobramentos na Justiça.
O Ministério Público de São Paulo denunciou quatro pessoas pela morte de Maria Eduarda: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves.
Os três primeiros responderão por homicídio qualificado com dolo eventual, sob o entendimento de que assumiram o risco de produzir o resultado fatal. Já Evelyne foi denunciada por homicídio na modalidade de omissão imprópria, por supostamente ocupar posição de responsável pela segurança dos participantes, além de responder por fraude processual, sob a acusação de ter determinado a exclusão de imagens gravadas pela própria vítima.
Relembre o caso
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu no dia 13 de junho após saltar de uma altura aproximada de 30 metros durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira.
As investigações apontam que a jovem foi lançada sem que a corda de segurança estivesse presa ao seu equipamento. Testemunhas relataram que o erro só foi percebido após o salto, tornando impossível evitar a queda. O caso gerou grande repercussão nacional e levantou debates sobre os protocolos de segurança em atividades de turismo de aventura.
A Polícia Civil segue investigando o caso, enquanto o processo criminal contra os denunciados continuará tramitando na Justiça.











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