O município de Santa Bárbara d’Oeste registrou uma queda expressiva nos casos de dengue no primeiro trimestre de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Saúde, foram confirmados 68 casos da doença até o fim de março, contra 5.691 registros no mesmo período de 2025 — uma redução de 98,8%.
Queda é resultado de múltiplos fatores
Segundo o Departamento de Vigilância em Zoonoses, a diminuição não pode ser atribuída a uma única causa, mas sim a um conjunto de fatores. Entre eles estão o reforço nas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, a ampliação das campanhas de conscientização e aspectos epidemiológicos, como a circulação de sorotipos e a redução de pessoas suscetíveis à doença.
Outro ponto destacado é que surtos anteriores contribuíram para o aumento da imunidade da população em relação a determinados sorotipos do vírus. Além disso, o início, ainda que pontual, de campanhas de vacinação também pode ter influenciado o cenário atual.
Alerta permanece mesmo com redução
Apesar dos números positivos, a Secretaria de Saúde reforça que não há espaço para relaxamento nas medidas preventivas. O índice de infestação do mosquito ainda é considerado elevado, principalmente nos períodos mais quentes do ano.
De acordo com o monitoramento municipal, mais de 70% dos criadouros do mosquito estão dentro das residências, o que evidencia a importância da participação ativa da população no combate à doença.
Principais focos estão dentro de casa
Entre os locais mais comuns onde são encontradas larvas do mosquito estão:
- Vasos de plantas com drenagem inadequada
- Pratos de plantas
- Baldes e recipientes expostos
- Pneus e sucatas
- Calhas sujas ou entupidas
A orientação é que os moradores façam vistorias frequentes em suas casas, ao menos uma vez por semana, eliminando qualquer possível acúmulo de água parada.
Ações seguem de forma contínua
A Prefeitura mantém ações permanentes de combate ao mosquito em toda a cidade, incluindo visitas domiciliares, fiscalização de imóveis fechados, nebulização, monitoramento com armadilhas, análise laboratorial e campanhas educativas.
Também são utilizadas estratégias como a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL) e avaliação constante da densidade larvária.
Sintomas e cuidados
A população deve ficar atenta aos sintomas da dengue, como febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, manchas na pele e dor atrás dos olhos. Em caso de suspeita, a recomendação é procurar atendimento médico e evitar a automedicação.
Sinais de agravamento — como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos e tontura — exigem atendimento imediato, pois podem indicar evolução para formas mais graves da doença.
As autoridades reforçam que a prevenção continua sendo a principal arma contra a dengue e depende diretamente da colaboração da população.











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