A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu início ao processo de aprovação de um medicamento nacional que pode representar um avanço no tratamento de pessoas que sofreram lesões na medula espinhal. A autorização permite o começo dos estudos clínicos em humanos, etapa fundamental antes de uma eventual liberação para uso no país.
O medicamento, desenvolvido por pesquisadores brasileiros, será testado inicialmente em pacientes com lesões traumáticas recentes na medula espinhal. Nesta primeira fase dos estudos, o principal objetivo é avaliar a segurança da substância, identificando possíveis efeitos adversos, e não ainda a sua eficácia terapêutica.
A pesquisa é resultado de anos de estudos conduzidos por cientistas de instituições públicas, em parceria com a indústria farmacêutica nacional. Experimentos anteriores em laboratório e em animais indicaram potencial para estimular a regeneração de fibras nervosas danificadas, o que pode contribuir para a recuperação parcial de movimentos e funções perdidas após o trauma.
A fase inicial dos testes contará com um número reduzido de voluntários e será acompanhada de perto pela Anvisa. Caso os resultados sejam positivos, o medicamento poderá avançar para as próximas etapas, que envolvem um número maior de participantes e a avaliação mais detalhada da eficácia do tratamento.
Especialistas destacam que o início dos testes clínicos representa um passo importante para a ciência brasileira e renova a expectativa de pacientes e familiares que convivem com as limitações causadas por lesões na medula espinhal.











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