A Secretaria de Saúde de Americana, por meio da Vigilância Epidemiológica, confirmou nesta segunda-feira (17) mais um óbito causado por febre maculosa no município. A vítima é um homem de 49 anos, que estava internado em um hospital público e morreu no dia 24 de julho.
A confirmação ocorreu após a emissão do laudo pelo Instituto Adolfo Lutz. O local onde o paciente provavelmente teria sido infectado ainda está sendo investigado pelo Programa de Vigilância e Controle do Escorpião e Carrapato (PVCE).
Segundo a Prefeitura, até esta segunda-feira, Americana contabilizava 34 casos notificados de febre maculosa em 2026. Desse total, 22 foram descartados, nove ainda aguardam resultado e três evoluíram para óbito.
Prefeitura intensifica combate ao carrapato-estrela
Diante do risco da doença, a Prefeitura de Americana vem realizando ações de prevenção e controle em áreas consideradas de risco.
Desde o início de agosto, a Secretaria de Meio Ambiente realiza a aplicação de Metarhizium, um fungo utilizado no controle do carrapato-estrela, vetor da febre maculosa.
Até o momento, o serviço já foi realizado na Orla da Praia dos Namorados e na Avenida Bandeirantes.
A ação conta com a parceria do Instituto Biológico da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento e da empresa Toyobo, licenciada pelo Instituto. Os trabalhos são acompanhados pela Secretaria de Saúde.
Além da aplicação do produto, o município mantém ações permanentes de prevenção por meio do PVCE. Desde 2006, o programa realiza a instalação de cercas e placas informativas, além de orientar a população sobre os cuidados necessários para evitar o contato com carrapatos.
Confira as principais áreas de risco
A Prefeitura alerta que o carrapato-estrela pode ser encontrado principalmente em locais com vegetação, margens de rios, córregos, lagoas e represas.
Entre os pontos classificados como áreas de risco em Americana estão:
- Carioba: pesqueiros do Rio Piracicaba, próximos à Rua Carioba;
- Casa de Cultura Herman Müller: mata ciliar do Ribeirão Quilombo;
- Rio Jaguari: região após a Represa do Salto Grande e chácaras na Colônia Agrícola do Sobrado Velho;
- Confluência dos rios Atibaia e Jaguari;
- Assentamento Milton Santos: matas ciliares do Rio Jaguari e Córrego Jacutinga;
- Ponte do Rio Piracicaba, na Rodovia Anhanguera: pesqueiros locais;
- Centro de Detenção Provisória (CDP): pesqueiros no entorno;
- Condomínio Jardim Terras do Imperador e Residencial Portal dos Nobres;
- Praia dos Namorados: orla da Represa do Salto Grande;
- Jardim Mirandola: pastos e matas periféricas;
- Praia do Zanaga: entre os bairros Antônio Zanaga e Vale das Nogueiras;
- Usina da CPFL na Represa do Salto Grande;
- Ribeirão Quilombo: toda a extensão de suas margens;
- Parque Nova Carioba: mata ciliar do Córrego Bertini.
Como evitar o contato com o carrapato
A febre maculosa é uma doença grave e pode levar à morte. A transmissão ocorre por meio da picada do carrapato-estrela infectado.
A principal recomendação é evitar a permanência em áreas de risco. Quando a entrada nesses locais for necessária, a Prefeitura orienta a adoção de medidas de proteção.
Entre os cuidados estão:
- Usar roupas claras, que facilitam a visualização dos carrapatos;
- Colocar as barras das calças dentro das meias;
- Utilizar botas de cano alto;
- Verificar o corpo a cada três horas;
- Caso encontre um carrapato, removê-lo cuidadosamente, fazendo uma leve torção;
- Observar o surgimento de sintomas entre 2 e 14 dias após a exposição.
Sintomas exigem atendimento médico
Entre os principais sintomas da febre maculosa estão febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e manchas avermelhadas na pele.
A orientação é procurar atendimento médico imediatamente diante da suspeita da doença e informar ao profissional de saúde caso tenha ocorrido permanência ou contato com áreas consideradas de risco.
A identificação precoce é importante para que o tratamento seja iniciado o quanto antes, já que a febre maculosa pode apresentar evolução grave.











Deixe o Seu Comentário