O Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Americana informou ter identificado a origem da substância avermelhada que alterou a coloração das águas do Córrego Santa Angélica nesta semana. Segundo a autarquia, o material teria sido lançado por uma indústria do setor têxtil localizada na região, após apurações realizadas em conjunto com órgãos ambientais.
A situação chamou a atenção de moradores na manhã de quarta-feira (10), quando imagens do córrego com coloração vermelha passaram a circular nas redes sociais. O caso gerou preocupação e mobilizou equipes do DAE, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que iniciaram uma força-tarefa para identificar a origem do material despejado no curso d’água.
Inicialmente, havia a suspeita de que a alteração pudesse estar relacionada a um extravasamento na rede de esgoto. No entanto, após vistoria técnica, a Cetesb descartou qualquer ligação entre o problema e a ocorrência registrada anteriormente em um poço de visita do sistema de esgotamento sanitário.
De acordo com o DAE, as investigações apontaram que o material responsável pela coloração é compatível com resíduos utilizados em processos industriais do ramo têxtil. A empresa envolvida foi identificada e os órgãos competentes passaram a adotar as medidas administrativas e ambientais cabíveis para apuração das responsabilidades.
Apesar do impacto visual causado pela coloração avermelhada, a Prefeitura de Americana informou que não houve comprometimento do sistema de abastecimento público, uma vez que o córrego não é utilizado para captação de água destinada ao consumo da população.
A Cetesb segue monitorando a área e realizando análises para avaliar possíveis impactos ambientais decorrentes do descarte. O caso também reacendeu discussões sobre a necessidade de fiscalização permanente em áreas industriais próximas a corpos d’água do município.











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